Entrevistas em Profundidade

Entrevistas em Profundidade

As entrevistas em profundidade são uma técnica qualitativa que permite explorar um ou mais temas, com maior profundidade do que as entrevistas face to face comuns, dado que o objectivo destas últimas passa essencialmente por quantificar, e as questões colocadas têm de seguir uma linha que permita esse fim, seja com perguntas fechadas ou perguntas abertas ou semi-abertas que possibilite uma codificação posterior.

Com esta técnica qualitativa, apesar de existir um guião de entrevista, este não é fechado, podendo o entrevistador, de acordo com a sua experiência e o desenrolar da conversa com o entrevistado, adaptar o guião em resultado da sua interpretação, de acordo com um diálogo estabelecido e crítico com a realidade. Sendo uma técnica qualitativa, a tentativa de “compreender” e/ou “explicar” determinado fenómeno ou realidade são as grandes razões da sua utilização.

O carácter exploratório deste tipo de entrevistas torna-as aptas em qualquer tipo de investigação, mas são especialmente uteis na investigação de temas sensíveis e em temas onde exista pouco conhecimento sobre os mesmos. É muito difícil e arriscado criar um inquérito sobre um tema do qual pouco se conhece.

As entrevistas em profundidade, tal como em todas as técnicas qualitativas, requerem uma grande experiência dos entrevistadores, dado que estes apenas possuem um fio condutor – guião da entrevista; os entrevistadores podem gerir o fluxo da entrevista e as próprias questões colocadas. E também requerem uma grande experiência dos analistas no sentido de tornar os dados recolhidos em informação estruturada e porque estão sujeitas à subjectividade da análise. Neste tipo de metodologia, o entrevistador e o analista, quando não são a mesma pessoa, trabalham em estreita colaboração.

Vantagens:

  • Exploração a fundo de temas mais sensíveis e complexos;
  • Muito úteis no estudo de temas sobre os quais não existe conhecimento prévio;
  • Aprofundamento do conhecimento num determinado assunto específico;
  • Utilização complementar pré e pós estudos quantitativos.

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